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Isaque e Rebeca: criando rivais

Lição 3

Semana de 21 a 28/07/2007


 

Princípios do casamento de Isaque: um homem que ora.

Quando consideramos o casamento de Isaque e Rebeca, podemos perceber quanta diferença tem havido na maneira de estabelecer os casamentos de hoje!

Enquanto hoje se escolhe um companheiro ou companheira pelo nível social, econômico, acadêmico, pela aparência e até mesmo pelo desempenho sexual, Isaque tinha alvos bem mais elevados. Sua escolha baseava-se em princípios.

Ele desejava unir-se a alguém que servisse de bênção para sua casa e não maldição. Uma esposa que não o afastasse de Deus e, que, unida a ele, estivesse apta a dar continuidade à aliança estabelecida entre Deus e Abraão.

Isaque fez da escolha da futura esposa motivo de oração. Ele sabia que sua felicidade futura dependia em grande medida do tipo de esposa que Eliezer trouxesse consigo. Por isso, o vemos em Gênesis 24:63, orando à espera da caravana.

"Esposos e esposas cuja união se produz como resposta à oração chegarão a ser a maior bênção um para o outro" (SDABC, v. 1, p. 365). Foi exatamente isso o que aconteceu na vida de Isaque.

Mas não foi somente Isaque quem orou por seu casamento. Sua família não apenas o apoiou, mas também o ajudou em sua escolha por meio da oração.

Seu pai, Abraão, preocupou-se em prover alguém da mesma fé e abençoou o servo que saía em viagem para escolher a futura esposa de seu filho, pedindo ao anjo do Senhor que o acompanhasse (Gn 24:7)

Já Eliezer, sentindo sua grande responsabilidade, fez a "primeira oração registrada na Bíblia (Gn 24:12), expressando uma fé infantil" (SDABC, v. l, p. 362) e propôs como prova de que a moça era a escolhida pelo Senhor, algo que seria uma verdadeira prova de caráter – oferecer-se para dar água aos camelos. Esse ato demonstraria ser a moça uma pessoa amigável, disposta a ajudar, saudável e habilitada para o trabalho.

Enquanto Abraão se preocupava com o casamento de seu filho, muitos pais de hoje se esquecem da sua parte na escolha dos filhos de um(a) companheiro(a) cristão(ã) para a vida toda. Diz Ellen White: "Os pais nunca devem perder de vista sua responsabilidade pela felicidade futura de seus filhos. ... Pais e mães devem sentir que se lhes impõe o dever de guiar as afeições dos jovens, a fim de que sejam colocadas naqueles que hajam de ser companheiros convenientes." PP 175, 176.

Mas Isaque não buscou a Deus apenas enquanto procurava uma esposa. Ele O buscou também quando o problema da infertilidade de Rebeca se tornou patente. Quanto a ela, orou quando teve problemas na gravidez.

Quantos casais, quando surgem quaisquer dificuldades em seu casamento, buscam os amigos, os pais, os conselheiros matrimoniais, médicos ou psicólogos, antes de buscarem a Deus!

É digno de nota que Isaque, social e moralmente, estaria agindo de maneira correta se buscasse mais uma esposa para alcançar a paternidade. Afinal, para cumprir o propósito da aliança com Deus, ele deveria dar origem a uma nação. Mas Isaque optou pelo plano divino quanto ao casamento, mesmo que já estivessem casados por quase vinte anos!

A razão de Isaque escolher agir da maneira apropriada era a mesma que o levara a buscar uma esposa fiel – o desejo de cumprir o propósito de Deus para sua vida. Além disso, Isaque amava Rebeca (Gn 24:67; 26:8) e, portanto, não faria nada que pudesse diminuí-la ou magoá-la.

"Isaque tinha toda razão para amar Rebeca, que não só era belíssima (v. 16), como tinha um caráter bondoso, alegre e considerado" (SDABC, p. 365). Descrevendo a personalidade de Rebeca, diz Ellen White que ela era dotada "de bom coração, e uma natureza ativa, enérgica" (PP, 171), um modelo de virtudes cristãs, enquanto Isaque "era de uma disposição gentil e dócil" (PP, 172).

Aqui temos outra lição importante a considerar: Isaque e Rebeca possuíam personalidades diferentes, mas tinham algo em comum: o desejo de cumprir o propósito divino em sua vida. Um lar estabelecido sob esse desejo, certamente será um lar feliz, enquanto mantiverem esse mesmo propósito.

 


Profa. Sonia Rigoli Santos
Diretora do Ministérios da Mulher e AFAM
da Associação Sul-Paranaense
Graduada e Mestre em Teologia pelo UNASP


 

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