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Abraão e Sara: fé testada e provada

Lição 2

Semana de 14 a 21/07/2007


 

1.        Introdução – santo sábado, dia do Senhor, da vida e da felicidade

Abraão foi o pai da fé. E Sara? Teve fé? Sim, é claro. Lembremo-nos das lições do trimestre passado. Esse casal formava uma só carne. Eles eram unidos no amor. E foi uma forte provação aos dois a questão de Sara ser incapacitada de ter filhos. Esse é um dos pontos de provação do casal. DEUS lhes dera a promessa de um filho. Mas pense do ponto de vista humano: como ter filho se Sara era estéril? O que isso poderia significar, considerando a cultura da época?

ð                        Que Sara era pecadora e indigna;

ð                        Que havia alguma coisa muito grave na vida de um ou de outro a impedir o cumprimento da promessa de DEUS;

Passa-se um ano, dez anos, vinte anos, e chega a vinte e cinco anos, e nada da promessa se cumprir. Para o ser humano isso é muito tempo, apesar de que para DEUS o tempo não conta. Tratava-se de uma prova de fé, ou seja, não só para ver se os dois possuíam fé mas também para neles aumentar a fé. Você há de concordar que, se DEUS nos der tudo sempre na hora do pedido, não haveria necessidade de fé. Seria, quando muito, uma fé automática, de rotina, burocrática: pediu, carimbou o pedido, atendeu. Pode DEUS transformar vidas por meio de algo assim? Eles passaram no teste. Perceba bem, eles falharam, não é verdade? Sara sugeriu Hagar em seu lugar, para terem o filho da promessa. Abraão concordou. Há no entanto um porém! Eles não abandonaram a fé, só falharam. Continuaram tementes a DEUS, continuaram ligados a Ele, e, assim que Ele se manifestou outra vez, revigoraram a fé nas promessas de que teriam um filho entre o casal, embora Sara risse. Repito, eles não se afastaram de DEUS e também não se ligaram a outro DEUS. esse ponto é vital.

Era um casal comum, não acha? Era sim, com a diferença de nunca permanecerem na dúvida. Eles se revigoravam sempre que era necessário. Parecido com eles era Davi. Ele caía, mas sempre se levantava.

E nós. Por acaso somos superiores aos nossos dois pais da fé? A lição que deles aprendemos é: fortaleça-te na fé, mas caso haja um vacilo, levanta-te e volta a DEUS com a antiga fé, e deixe que Ele a fortaleça cada dia mais.

 

2.        Primeiro dia: Soluções humanas para as promessas de DEUS

O teste de fé que DEUS fez com Abraão e Sara foi uma história com desdobramentos interessantes. Numa primeira etapa, DEUS lhes prometeu um filho. Mas não deu maiores detalhes, apenas prometeu-lhes um filho. Passaram-se 10 dos vinte e cinco anos, e nada do filho nascer. Bem, era costume naqueles tempos as pessoas idosas e ricas adotarem um de seus melhores servos como filho herdeiro. Então Abraão e Sara pensaram: deve ser esta a solução. Vamos adotar Eliezer como o nosso filho, e nele se cumprirá a promessa de DEUS. Como é bom colaborar com DEUS, não acha? Será que nós não faríamos o mesmo? Afinal, esse era o costume normal naqueles tempos. Também era costume um homem ter várias mulheres, as vezes dezenas.

Nesse momento DEUS se manifesta a Abraão e faz saber que o filho seria gerado dele. Mas ainda não diz que seria com Sara. Passou-se mais um tempo, e nada do filho ser gerado e nascer. Então Sara propõe outra solução para o problema, também tirada dos costumes pagãos da época. Sara estava ficando idosa. Se nos tempos de idade para ter filhos não os teve, imagina agora, quando nem podia mais tê-los. Só mesmo por um milagre de DEUS, mas a fé de Abraão e Sara ainda não chegara a tanto (quando DEUS pediu Isaque em sacrifício, aí a fé de Abraão já havia crescido a ponto de crer que DEUS poderia ressuscitar Isaque). Para serem os pais e marco inicial de uma grande nação de adoradores pela fé a DEUS, precisariam muito mais fé, e DEUS estava construindo essa fé neles.

Sara apresenta Hagar a Abraão para ter o filho da promessa com ela. Dessa relação nasce Ismael. Perceba um detalhe fundamental: Abraão não se casou com Hagar, só teve o filho com ela. Embora fosse também costume naqueles tempos os homens terem várias mulheres, Abraão e Sara queriam mesmo era tratar de ajudar a DEUS no cumprimento da promessa de um filho. Nisso eles foram sinceros cooperadores de DEUS, embora errados. Portanto, só ser sincero não é tudo, precisa também aprender a obedecer integralmente a DEUS. E para isso precisa ter fé.

No entanto, anos depois, o Senhor DEUS, e mais dois anjos, aparecem para anunciar a Abraão que ele teria um filho, com Sara. Foi-lhe deixado claro que Ismael não era o filho da promessa. E DEUS lhe fez olhar as estrelas do Céu, e disse que seus descendentes seriam em tão grande número que não os poderia contar. E esses descendentes viriam do filho que teria com Sara, e não outra mulher. Naquele momento era impossível Sara ter um filho, não só era estéril como a idade não permitia mais. Ela chegou até a rir da promessa. Mas o Senhor lhe disse que dentro de um ano teria um filho. E assim foi.

Por que essa demora toda? Para construir a fé no casal que seria a origem de uma nação santa, isto é, separada para DEUS, e os pais de uma igreja santa, isto é, que adora o DEUS Criador. Por essa igreja também nós somos filhos e filhas de Abraão e Sara. Isto requer, como a Abraão e Sara, fé, e DEUS hoje, como naqueles tempos, deseja da mesma forma construir a fé em nós. Serão necessárias provas? Certamente!

 

3.        Segunda-feira: Proferindo mentiras

Vamos ver hoje DEUS construindo a fé em Abraão. Veja só como Ele fez isso. Abraão ainda não era bem o pai da fé, mas um bom candidato. Ele cria em DEUS, afinal, sob a ordem d’Ele, obedeceu e saiu de sua terra, já tinha chegado em Canaã, e agora tinha ido ao Egito em busca de alimento, para ele e sua enorme quantidade de empregados e os muitos animais. No caso dele não adiantava apenas buscar alimento, eram muitas bocas.

Sara estava com pouco mais de 60 anos, uma mulher muito bonita e atraente. Ainda hoje existem mulheres assim, a minha esposa é uma delas, não faltando muito para a idade de Sara. E Abraão estava errado em seu diagnóstico. Ele se protegeu, mas expôs a sua mulher, ou seja, podiam levá-la, desde que ele permanecesse vivo. Que mancada, não é seu Abraão?

Quais as razões para ele temer pela sua vida no Egito? Ele temia que pelo fato da sua mulher ser muito bonita, e isso chamava atenção, para tomá-la dele certamente o matariam. Então combinou com sua mulher que dissesse ser a irmã dele. Ora, isso era verdade, mas uma verdade falsa, pois deveria também dizer que além de irmã, era mulher de Abraão. Nesse caso deveria informar três coisas, as que mais tarde ele completou, ou seja: é minha irmã por parte de pai, mas não de mãe, e é também minha mulher. Aliás, as duas primeiras informações não interessavam. Na verdade ele deveria ter dito o seguinte: é minha mulher e nós somos adoradores do poderoso DEUS vivo! O que você acha? Será que nós homens, se fossemos Abraão, nos sairíamos bem dizendo isso?

Bem, Abraão mentiu e Sara mentiu junto. Mas DEUS não estava desatento. Ele não queria que Abraão mentisse, seria melhor se já tivesse a fé que DEUS estava querendo desenvolver nele.

Então o faraó do Egito mandou que buscasse Sara, e aí que DEUS entrou em cena, com o entraria se Abraão tivesse revelado a verdade desde o início. DEUS castigou Abraão com pragas, e este devolveu Sara sem tê-la molestado. E ainda deu uma lição de moral em Abraão, reprovando a sua mentira. Mas que bobagem Abraão fez, a ponto de ser repreendido por um pagão. Era mesmo uma mentira bem primária.

Com isso, o que Abraão descobriu? Que os pagãos nem sempre são tão maus assim como ele pensava, e que era bem melhor ter fé em DEUS e falar a verdade. Ora, pense um pouco, se DEUS esteve com Abraão mesmo tendo mentido, imagina, estaria ainda muito mais se falando a verdade. O que você acha?

Vejam bem, DEUS construiu fé em Abraão onde ele estava fraco. O fez por meio de experiências reais. Essa era para nunca mais esquecer. Mas anos depois, aconteceu a mesma coisa, então, Abraão teve mais uma lição que deveria crer mesmo em DEUS. Ele estava sendo preparado para ser um homem de uma fé inabalável, pelas provas da vida. Chegou ao ponto de crer tanto em DEUS que não hesitou nem mesmo em oferecer seu próprio e único filho em sacrifício a DEUS. Não fossem essas experiências, Abraão não teria chegado a tanta fé. Agora uma pergunta importante: da parte de Abraão, o que fez com que a experiência resultasse em fortalecimento da fé? Ele aprendeu a confiar em DEUS. Portanto, não adianta nada passar por provações e não aprender com elas nem crescer espiritualmente e não confiar mais em DEUS.

 

4.        Terça-feira: Rindo de DEUS

Hoje descobriremos algo bem interessante: Abraão e Sara estavam certos de terem feito a coisa correta ao planejarem o nascimento de um filho com Hagar, que foi Ismael. Abraão cria, por certo, que era assim o cumprimento da promessa. Então, quando DEUS lhe apareceu para ratificar a promessa, já tendo ele o filho Ismael, ele riu. Achou engraçado, como se fosse uma piada, pois, parecia pensar, será que DEUS ainda não percebeu que Sara não podia mais procriar? Ele estava com 100 anos, e sara com 90. Imagina ela ter filho com essa idade, além do que sempre foi estéril. Isso era impossível, qualquer um podia perceber. E Abraão estava tão confiante do que fizera com Sara que exclamou: “Oxalá, viva Ismael diante de Ti” (Gên. 17:18). Percebeu que Abraão estava agora argumentando, mais ou menos assim: “sim, sim, já temos o filho da promessa, e ele é Ismael.” Perceba também que Abraão procurou rir de modo discreto, se abaixou para isto. Ele queria respeitar ao Senhor, não ofendê-lo, embora achava que essa promessa já se tivesse cumprido com Ismael.

Mais tarde o Senhor apareceu outra vez a Abraão, junto com dois anjos, e vinham caminhando. Sara estava por perto de modo que não podia ser vista. E lá vem a promessa: Sara terá um filho em um ano. A Bíblia não revela, mas Abraão deve ter contado a Sara sobre a promessa anterior. Afinal, eles se falavam. E talvez tivessem dado boas risadas da promessa. Agora Sara tem o prazer de rir do disparate de DEUS: Ela ter um filho? Com 90 anos? E Abraão já com 100 anos? Humanamente pensando, isso é realmente motivo para rir, não acha? Imagina dizer a uma mulher, hoje, com uns 70 anos: você terá um filho! Os circunstantes rirão disso, e ela também, se não se ofender é claro. Sara reagiu normalmente, como um ser humano.

Quando DEUS perguntou por que ela rira, ela de susto mentiu, dizendo que não havia rido. E DEUS respondeu, é certo que riste.

O que aprendemos daqui? A descrença de Abraão e Sara não era porque não confiavam em DEUS, e sim, porque interpretaram a promessa a seu modo. E eles a haviam resolvido com Ismael. Portanto, eles precisavam entender melhor a DEUS. Precisavam entender certas coisas ao pé da letra. A promessa era bem clara, um filho entre Abraão e Sara, isto ficou claro da última vez que DEUS falou. Assim DEUS estava desenvolvendo a fé neles dois, tanto na confiança em DEUS quanto no entendimento do que Ele estava querendo dizer. E, afinal, por que Abraão não perguntou a DEUS como seria a chegada desse filho? Por que não perguntou se seria com Sara? Por que não pediu mais detalhes a DEUS? Assim também devemos nós fazer. Gideão foi um que pediu mais detalhes, e DEUS esclareceu. Moisés quando foi chamado da mesma forma.

 

5.        Quarta-feira: Problemas devido a incredulidade

“Disse Sarai a Abrão: Seja sobre ti a afronta que se faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o Senhor entre mim e ti” (Gên. 16:5).

O que estava acontecendo aqui? Agora que Hagar havia engravidado de Abrão, ficou orgulhosa e se sentiu superior à própria senhora dela. Era costume na época que mulheres estéreis fossem desprezadas, mas não era correto. E Hagar seguiu o costume. Sara sentiu-se ofendida, talvez até ultrajada e menosprezada. Criou-se uma situação problemática na casa, mas Sara suportou até que Isaque nascesse e chegasse aos 3 anos. Vê-se claramente não ser o plano de DEUS que Ismael fosse o filho da promessa. E Sara, que havia tido a idéia, lançou a culpa em Abraão. O lar estava com sérios problemas. Satanás estava conseguindo complicar a situação para que DEUS não conseguisse seu intento, de originar desse casal um povo peculiar d’Ele.

Depois mais problemas. Quando Isaque completa 3 anos foi desmamado. E Ismael sentiu que não seria ele o herdeiro. Deve ter percebido isso. E Ismael passou a caçoar de Isaque, minimizando-o. Mais complicação. O lar chegou a um pouco insuportável. Satanás estava tentando tomar conta da situação. Hagar certamente continuava desprezando sua senhora, e agora também Ismael criando problemas para Isaque, ainda uma criança. Onde isso iria parar? Será que um dia começaria a melhorar? Não, jamais. Deveria haver separação. E é assim, quando criamos um problema, muitas vezes a solução é bem dolorosa.

Hagar passou a representar o monte Sinai e Jerusalém terrestre, onde não há liberdade, e Sara a Nova Jerusalém, onde há liberdade. Isso está em Gálatas 4:22 a 31. Hagar, portanto, representa os mandamentos dados no Sinai, e que condenam o pecador, pois foram transgredidos. Por sua vez, Sara, representa a Nova Jerusalém, onde há liberdade, pois os que estão lá não são pecadores. Quem peca é escravo da lei, mas a quem o pecado foi perdoado, já não é mais escravo da lei, embora ela continue existindo. É óbvio que para resolver o problema do pecado não se iria anulando a lei, mas sim, tratando de pagar a conta do pecador. Perceba aqui um curioso detalhe, ao qual poucos atentam. A lei que nos condena à morte é também a mesma que nos salva! Já se deu conta disso? É importante nesses últimos dias ter esse entendimento. Veja bem o seguinte: Ao transgredirmos os Dez Mandamentos, somos por eles condenados. Mas, a rigor, o que são esses mandamentos se não a fórmula do amor de DEUS? Pois, foi por esses mesmos mandamentos que JESUS veio para morrer por nós, e propiciar o perdão, de modo que eles, a Lei, não se contradizem jamais. A lei do amor desobedecida tem que condenar à morte, e foi o que ela fez com o próprio JESUS para salvar da morte os que já estavam pro ela condenados. Não é qualquer lei, é a Lei do amor, que tem que condenar, mas que também procura salvar. Como pode ser isso? Simples: DEUS é amor! (João 48).

Por que Paulo disse que Sara deveria se alegrar, mesmo sendo estéril? Ele falou de numerosos filhos como que vindos de sua esterilidade. E é verdade, a maioria dos salvos nem são descendentes de Sara com Abraão, mas serão salvos, e estarão na Nova Jerusalém. Ao povo que Abraão e Sara dariam início se agregariam muitos vindos dos gentios, de outros povos, e se tornariam filhos e filhas de Abraão e Sara. São os filhos espirituais deles.

Mas há algo bem interessante aqui. Sara também teria descentes naturais dela. Entre eles estava inclusive o Senhor que falava com Abraão e Sara, JESUS, o CRISTO, que iria morrer por eles e seus descendentes, salvando-os e também a todos os que espiritualmente viessem a se unir ao povo de Abrão e Sara.

 

6.        Quinta-feira: A maior demonstração de fé

Dessa vez foi para valer. DEUS fala outra vez a Abraão, e lhe faz um pedido estarrecedor: que sacrifique seu único filho em holocausto a DEUS. Veja bem a ordem: “Toma teu filho, teu único filho Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moríá; oferece-o em holocausto sobre um dos montes que Eu te mostrarei” (Gên. 22:2). O que se passou na mente de Abraão nos primeiros momentos após ter ouvido esta ordem? Teria ele dado oportunidade a duvidar, ou teria ele em algum momento pensado na possibilidade de desta vez não obedecer? Creio que não. Certamente Abraão não hesitou, preparou tudo de imediato, e partiu para fazer o que DEUS ordenou.

Agora pensemos um pouco. Essa era uma repugnante e cruel prática dos povos que DEUS destruiria tempos depois. Inclusive por causa dessa prática. Como é que desta vez Abraão foi tão decidido em obedecer?

Ele, com Sara, aprendeu. Lembra das duas vezes que eles falharam diante da possibilidade de Sara ser levada por ser bonita? Lembra de que riram das promessas de DEUS? Lembra que Sara e Abraão acharam uma alternativa para o cumprimento da promessa de DEUS? Pois bem, está lembrado dos problemas que aconteceram pelo fato de terem duvidado? Muitos e constrangedores problemas. Abraão aprendeu que o melhor é obedecer. Sempre que ele obedecia dava tudo certo, e ele descobriu isso. Assim sendo, dessa vez, no teste mais radical, ele decide obedecer. E vai firma para realizar a dura tarefa.

Abraão não sabia como, mas ao despedir-se de seus servos não disse que voltaria só, mas sim, que voltaria com seu filho. Veja lá em Gên. 22:5, quando determinou que os servos que iam com ele esperassem num determinado lugar, pois ele e Isaque iriam mais adiante adorar, e voltariam a eles. Abraão ia para sacrificar Isaque, como promete que voltariam? Seria com o corpo morto? Certamente Abraão a esta altura possuía tanta fé que esperava uma intervenção de DEUS. Certamente ele imaginava que DEUS queria mesmo o sacrifício, e que depois, ressuscitaria seu filho. Ele por certo esperaria o tempo necessário para isso acontecer, mas voltaria junto com Isaque. Agora sim, Abraão demonstrou fé, algo do tipo: “Não sei como DEUS vai agir, mas sei que Ele agirá, e será bom.” É semelhante aos três companheiros de Daniel (está em Dan. 3:17 e 18), quando decididamente responderam ao rei Nabucodonosor, dizendo que não sabiam se DEUS os iria livrar da fornalha ou não, mas eles, de qualquer forma, não adorariam a estátua. A fé desses rapazes era semelhante a de Abraão. Nenhum deles sabia o que DEUS iria fazer, mas confiavam que seria bom para eles. Essa é a fé que devemos ter nesses dias finais. Não sabemos o que será de nós quando perdermos o emprego, quando nos perseguirem, quando nos multarem, etc, mas ainda assim, não deixaremos de confiar em DEUS em nenhum segundo. E veremos como Ele estará ao nosso lado.

Abraão nos ensinou que tipo de fé devemos ter. Não a que ele teve quando mentiu sobre sua esposa, mas a que teve quando obedeceu e foi sacrificar Isaque. A obediência foi até levantar a mão com o cutelo. Nesse instante, no último momento, o anjo do Senhor fez a intervenção, dizendo que havia um cordeiro a disposição em lugar de Isaque. Esse cordeiro era o símbolo do Cordeiro de DEUS, JESUS, que veio morrer a segunda morte em nosso lugar. O cordeiro foi eficaz para libertar Isaque da morte porque eles obedeceram, JESUS na cruz como Cordeiro será eficaz para libertar-nos da morte eterna se também, como fez o pai da fé, formos obedientes.

 

7.        Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

O ambiente mundano é danado. Satanás o utiliza para executar seus planos, e enredar os filhos de DEUS, de tal modo que algumas coisas erradas nem se parecem assim. Lembro de quando ainda era jovem. Tínhamos uma loja, e como todo mundo fazia, havia a prática da sonegação. Pouca coisa, bem pouco, mas havia. Aliás, difícil era encontrar quem não o fizesse. Esse era o ambiente, ou seja, era algo normal, rotineiro, comum a todos. Também nunca ouvimos uma pregação ensinando sobre esse ponto. Enfim, isto me pareceu normal, e nunca me passou na mente que tal prática, na verdade roubo, estava errada. O dito de JESUS, daí a César o que é de César e a DEUS o que é de DEUS nunca se associou com essa prática.

Por certo Abraão também foi influenciado pelo ambiente, e não por determinação, mas por inocência, usou de um subterfúgio que seria algo rotineira naquela sociedade, dizer que a sua esposa era sua irmã, ou seja lá qualquer outra mentirinha. Assim como era rotina naquela sociedade de tomar uma serva para ter filhos com ela caso a esposa não os tivesse. Pois, é fácil perceber que DEUS estava trabalhando Abraão para tirá-lo dessas influências do ambiente. Hoje Ele faz a mesma coisa que os que O ouvem.

Tempos depois, fui me dando conta de que sonegar era roubo. E me deu um estranho mal estar. Houve um tempo em que se formou um conflito de princípios: será que é mesmo errado isso? Mas todo mundo age assim? E ninguém condena! E quanto mais pensava e lia, mais me convencia que estava errado. Já tendo negócio próprio, um dia desses, reunido com minha esposa, a sócia, decidimos fazer tudo corretamente, mas tudo mesmo. É óbvio que não deu para concorrer por muito tempo, e percebendo isso, fechamos o negócio, continuei como professor. Mas posso assegurar que foram dias de tremendo conflito ao percebermos que estávamos errados fazendo o que todo mundo fazia, e que parecia normal. Bem, a decisão era simples, se quiséssemos alcançar a vida eterna, teríamos que obedecer todas as leis, dos homens e de DEUS, foi o que fizemos. O resultado foi bom? Depende do ponto de vista. Se tivéssemos continuado com o negócio como antes dos acertos, teríamos hoje provavelmente um bom capital, mas nada depositado na Nova Terra. Hoje, aqui temos pouco, mas não sabemos o tamanho de nosso capital junto ao trono de DEUS. Em breve iremos usufruí-lo, então diremos, valeu a pena!

Abraão agiu por orientação de DEUS. Ele acertou a sua vida. Quando chegou a prova de fogo, ele, com DEUS, venceu. A nossa prova de fogo está bem diante de nós. Bem logo pedirão explicações sobre o nosso modo de adorar. É aí que ficarão em pé aqueles que hoje permitem que DEUS os exercite na fé, como fez com Abraão.


Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

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marks@unijui.tche.br

 

El Profesor Sikberto Renaldo Marks, ha autorizado al Doctor Martínez a traducir y/o publicar sus comentarios semanales de la escuela sabática

 


 

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