
Isaque e Rebeca: criando rivais


Semana de 21 a 28/07/2007
1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor, da vida e da felicidade.
Como está difícil hoje dirigir uma família, não acha? Hoje nem o pai nem a mãe tem tempo necessário para dedicar aos filhos, que continuam carentes dos pais como desde o início da criação. Aliás, hoje até os filhos necessitam mais dos pais que em tempos anteriores, dadas as atrações de maus caminhos que se multiplicam.
Nesta semana estudaremos sobre a família de Isaque e Rebeca. Foi, convenhamos, uma família bem desastrada, cheia de problemas e nem por isso, deixou de ser a segunda família escolhida pelo Senhor para formar na Terra uma grande nação. Sugiro que dê uma boa lida no comentário da lição de sábado à tarde. Ali se encontram algumas peculiaridades da família de Isaque e de Abraão, similitudes. É bem interessante.
A elas acrescentamos outros aspectos. Tanto a família de Abraão como a de Isaque era peregrina em terra estranha, curiosamente na terra que mais tarde seria de seus descendentes, então não mais estranha. Assim também nós vivemos num planeta estranho ao nosso modo de adoração, mas para onde viremos em definitivo após o milênio no Céu, quando, após a recriação, não será mais estranho.
As duas famílias tiveram sérios problemas com os filhos. Houve deficiência na educação deles como favoritismos a um e depreciação a outro. Nas duas foram tomadas decisões para resolver os problemas que competem a DEUS, e resultaram em desastres. Nas duas houve momentos de hostilidade da parte dos povos vizinhos. No entanto, mesmo repletas de problemas, DEUS estava com estas famílias. Por quê? Apesar de tudo, havia nelas amor a DEUS. Falhavam bastante, mas se mantinham ligados a DEUS. Isso não nos faz pensar sobre como é a ligação com DEUS em nossas famílias?
2. Primeiro dia: Os arranjos
Sara havia morrido há três anos. Abraão estava com 140 anos e Isaque com 40. Decerto há algum tempo uma das preocupações de Abraão, e de Isaque, era, como encontrar uma esposa para o filho da promessa. Devem ter observado o povo do local, e chegaram à conclusão que lá não havia moça que servisse, pois deveria ser temente a DEUS. Pelos relatos bíblicos, e pelos costumes da época, era o pai que geralmente cuidava da providência da futura nora. Mas Abraão, como bom servo de DEUS, fez isso seguindo os princípios divinos.
Escolheu Eliézer, seu servo mais dedicado, consagrado e fiel, para ir até a casa dos parentes de Abraão e lá escolher uma moça para Isaque. Era uma tarefa de alta responsabilidade, e Eliézer sentiu-se incapaz. Ele, portanto, pediu que DEUS escolhesse a moça, Ele seria quem iria designar a esposa para Isaque (Gên. 24:14). Fez um trato com DEUS. Ele pediria a alguma das moças que lhe dessem água, e aquela que também oferecesse aos camelos, seria a moça que iria convidar para se casar com Isaque. Perceba o seguinte, o combinado entre Eliézer e DEUS foi sábio, seria uma moça com disposição ao trabalho, por si só um forte indicador de uma pessoa de princípios. Mas como DEUS estava no combinado, a escolha não teria erro. Assim foi escolhida Rebeca, além de dedicada trabalhadora, ainda muito bonita.
Agora analisemos a situação. Por quê Abraão enviou Eliézer, e não o próprio Isaque? Devemos situar-nos na devida época e costumes. Era costume o pai escolher a nora. E, para Abraão, deveria nisso haver a participação de DEUS, no qual ele confiava. Além disso, se a moça consentisse em deixar a sua família e vir para longe, seria outro sinal positivo. E se Isaque fosse buscar uma esposa, não ficaria bem ela voltando junto com ele em longa jornada, antes de se casarem, mesmo junto com outros servos. Não era assim o costume dos cerimoniais do casamento. E Abraão ainda, antes deles casarem, poderia avaliar o caráter da moça, e dar sua palavra final, bem como Isaque. Em síntese, nisso tudo deveria ficar bem claro que DEUS estava tendo participação, afinal, tratava-se da constituição de uma família que daria continuidade à linhagem do povo de DEUS. Imagina Isaque casando-se com uma Cananéia adoradora de ídolos! Satanás por certo também estava muito interessado nesse casamento, para obter o controle dos filhos de Isaque.
Hoje, em nossos dias, em que o casamento está sendo depreciado pela sociedade, a intensidade da importância na escolha de um cônjuge para casar é tão delicada quando no tempo de Isaque. Estamos por sair desse mundo, e devemos ter cuidado para casar com a pessoa que tenha o mesmo objetivo. Antes iremos realizar a fortíssima pregação chamada “alto clamor”, e precisamos estar em condições nas famílias para fazer isso com fé.
Do mesmo modo em todos os aspectos de nossa vida. Em tudo o que fizermos, devemos pedir o conselho de DEUS, como fez Eliézer para encontrar uma moça para Isaque. Vivemos em dias muito solenes, e está muito difícil distinguir entre o certo e o errado. Os laços para satanás nos enredar são em grande número e muito sutis. É tempo de muita oração.
3. Segunda-feira: Jacó e Esaú
Isaque e Rebeca cometeram um erro ingênuo, que resultou em momentos de grande tristeza, mentiras e ódios a todos. Rebeca sendo também estéril, como Sara, não engravidava. Isaque orou por ela, pelo que teve filhos. Eram gêmeos. A profecia previu que eles formariam dois povos rivais, e que o mais velho seria inferior ao que nasceria depois. Esaú formou a tribo de Edom, que se tornou um povo idólatra, e Jacó, mais tarde Israel, se tornou no povo de DEUS. Que diferença entre dois irmãos de uma mesma família de adoradores do DEUS vivo!
Esaú foi abençoado por DEUS, mas fez mau uso dessa bênção. Ele conseguiu constituir uma grande nação. Esaú (peludo), foi também chamado de Edom (vermelho), o pai dos Edomitas que habitaram uma região que hoje é conhecida por Aqaba. Os edomitas fundiram-se mais tarde como os Nabateus porque Esaú casou com uma das irmãs de Nebaiote. A sua descendência espalhou-se pelas terras adjacentes ao Mar vermelho subindo para norte onde também entraram em confrontos territoriais com os Filisteus, acabando por se estabelecer mais tarde no vale de Aqaba onde fundaram duas cidades muito importantes na rota do incenso, Bozra e Petra.
Jacó, este teve 12 filhos e uma filha. Dos doze filhos vieram as doze tribos de Israel, que formara a nação escolhida por DEUS para servir de exemplo ao mundo sobre a fidelidade ao DEUS Criador. Desde a reconciliação entre Jacó e Esaú, no vale do jaboque, e depois no enterro do pai Isaque, se separaram, e por muitas ocasiões seus descendentes guerrearam entre si. A animosidade entre os irmãos, a preferência entre os pais, ao que parece, permaneceu para a posteridade.
O erro dos pais foi de cada um apegar-se sentimentalmente a apenas um filho. Isaque amava mais Edom, porque este lhe trazia boa caça, mas Rebeca amava mais Jacó, porque este a ajudava em casa. Esse é um grave problema quando ocorrem essas preferências, pois ela se refletirá nos filhos. Jacó e Esaú não se relacionavam bem. Havia conflito no lar, que se tornou um lugar não de felicidade, mas de tensão constante.
A situação de tensão era tamanha que não havia condições para um bom diálogo entre os irmãos. Um tentava tirar proveito do outro. Nessas condições, Esaú se perdeu para o mundo e Jacó quase seguiu o mesmo caminho. A tal ponto chegou à queda de espiritualidade no lar que DEUS veio a Jacó para falar com ele quando estava só, em fuga de casa, no caminho para Harã, aos parentes de Rebeca. Ali DEUS pôde falar com Jacó sem que ocorresse, talvez, algum desentendimento ainda maior que já havia.
Há duas lições importantes aqui. Esaú era leviano e indiferente para com os assuntos de DEUS. Adorar a DEUS, ou ser fiel a Seus princípios não lhe interessava. Mas, ter poder e riquezas, isso lhe interessava e muito. Então, quando esteve com fome, trocou o direito da primogenitura com seu irmão. Naquela ocasião, na cabeça de Esaú, estava se livrando das questões espirituais, mas em hipótese alguma abriria mão da herança material e das bênçãos que lhe dariam poder. Ao perceber que também perdera essas duas coisas, entrou em pânico e lhe ferveu o sangue de ódio contra o seu irmão. Ele representa muito bem as pessoas superficiais dentro da igreja hoje, que não valorizam a fidelidade a DEUS, mas que querem ser salvas mesmo sem se arrependerem de seus pecados. São pessoas que amam o mundo, mas querem, mesmo assim, a vida eterna.
Jacó pode ser visto como exemplo do cristão que vai se salvar. Ele possuía problemas, isto é verdade. Um de seus problemas era ser falso e mentiroso. Um grande problema, não acha? Mas havia nele uma virtude, ele sempre permaneceu fiel a DEUS. E isto significava o quê? Ele se arrependia. Esaú não. Veja a atitude de Jacó após a visão da escada em Gên. 28:10 a 17. Ele sentiu e valorizou a presença de DEUS, se arrependeu e fez promessa de fidelidade a DEUS. Esse é que se salva. Tem problemas a resolver? Sim, ele tem. E ele os resolve atendendo ao chamado de DEUS.
4. Terça-feira: Direito de primogenitura e competição
Estude bem a lição de hoje e note algumas cosias bem curiosas nela. Perceba que Isaque é mais que filho de Abraão, ou seja, não só é filho como também aconteceu a Isaque o que aconteceu a Abraão. Veja as coincidências:
ð O lugar para onde Isaque foi se chamava Gerar, assim como Abraão (Gên. 26:1 e 20:1).
ð O rei do lugar era Abimeleque, duas pessoas, mas com o mesmo nome (26:1 e 20:2).
ð Isaque possuía uma mulher bonita como Abraão e aplicou a mesma mentira, para que se dissesse ser a esposa (Raquel) (que, por coincidência também era estéril, e por isso a promessa demorava a se cumprir) sua irmã (26:7 e 20:2);
ð A desculpa esfarrapada para a mentira foi a mesma: é porque tinha medo de morrer por causa dela (26:9 e 20:11)
ð A repreensão foi a mesma nos dois casos: que é isso que fizeste, foi pecado! (26:10 e 20:9)
ð Houve nos dois casos, disputa por parte dos empregados por um poço de água (26:20 e 21:25).
ð Tanto Isaque quanto Abraão fizeram aliança com Abimeleque para resolver essa disputa (26:28 e 21:27)
ð Os dois, Isaque e Abraão derma o nome do local da disputa de Berseba (26:33 e 21:31).
E há mais semelhanças: Abraão teve dois filhos, mas com duas mulheres (fora os filhos que teve depois de Sara morrer). Estes foram, Ismael e Isaque. Por sua vez, Isaque teve dois filhos gêmeos, Esaú e Jacó. É bem curioso que houve um rumo completamente diferente, oposto, entre eles. Ismael voltou-se contra DEUS, mas Isaque foi fiel, assim como Esaú voltou-se contra DEUS e Jacó foi fiel. Ismael, Esaú e os dois filhos de Ló formaram, junto com outras famílias, os árabes, que hoje constituem a maior religião do mundo, os muçulmanos. Eles usam o mesmo pai da fé, Abraão. De certa forma, o inimigo de DEUS também tratou de constituir dos mesmos descendentes do pai da fé uma grande nação, mas que sempre hostilizou os cristãos, em especial, tentando dominar a Terra Santa. Hoje o poderoso Islam (muçulmanos) está fazendo reuniões com a Igreja Católica no sentido de uma unificação, ou pelo menos, de aliança para enfrentar os grandes problemas do planeta. Na verdade, essa e outras alianças que estão se efetivando, como o ecumenismo (aliança entre igrejas cristãs) visa a imposição da santificação do domingo. Até os judeus já estão simpatizando com tal propósito.
E o que querem dizer todas aquelas coincidências curiosas? Várias coisas, por exemplo:
ð Havia um plano em andamento, e Alguém superior a humanos estava dirigindo tudo;
ð O filho Isaque herdou fraquezas de seu pai Abraão;
ð DEUS precisava corrigir essas fraquezas em Isaque como teve que fazer em Abraão;
ð Que a família tinha um ponto muito fraco: eles mentiam, Jacó, por exemplo, tornou-se um enganador, e isso precisava ser corrigido;
ð Que, mesmo pessoas com fraquezas, como os três patriarcas, se continuarem com DEUS, a transformação é gradativa, mas certa (assim pode ser conosco);
ð Sempre vai haver oposição fortíssima que começa dentro da família (Ismael e Esaú, contra Isaque e Jacó);
ð A oposição se manterá até o final dos tempos (Islam x cristianismo, e dentro do cristianismo, os que adoram conforme o paganismo contra os que adoram conforme a Bíblia);
ð Que as disputas e os problemas dos verdadeiros adoradores se repetem ao longo da história como de Abraão para Isaque;
ð Que, assim como o inimigo conseguiu, de um mesmo Abraão, de um mesmo Isaque, formar povos contra o povo de DEUS, faz idêntica coisa com a mesma Bíblia, dela forma igrejas que pregam a mentira com esse livro aberto na mão;
ð Satanás trabalhou e conseguiu construir contrafações dentro das famílias dos dois primeiros patriarcas da fé, que gerariam um povo para que fosse modelo de adoração ao criador;
ð Que assim também, facilmente, de dentro da igreja verdadeira podem brotar os maiores inimigos dessa própria igreja, e é o que já está acontecendo, que sempre aconteceu, e ainda vai acontecer;
ð Que a mentira e a verdade têm aspectos que se assemelham tanto que, vistas superficialmente, não se notam diferenças.
Mas, agora vamos ao início da lição! O que você acha? Esquecemos a questão do direito à primogenitura? Não! Deixamos para o momento certo. Analise bem o seguinte: o que Esaú queria e o que Jacó queria? Pense um pouco sobre isso.
Esaú queria bens materiais: riqueza, prestígio, poder, domínio, coisas materiais desse mundo. O que pregam as igrejas por aí? A mesma coisa, vai desde salvação pelas obras a ficar rico pela fé. Basta ligar a TV nalgum canal para ver os testemunhos. Elas pregam o que Esaú queria, não o que Jacó queria.
Falando nisso, o que mesmo Jacó queria? O que DEUS prometeu! Está em Gênesis 26:4. Veja, são três coisas:
ð Multiplicarei a tua descendência como as estrelas do Céu (isso Esaú também queria)
ð Darei-te toda essa terra (Esaú também queria)
ð Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da Terra (Esaú não queria, essa era a missão do povo de DEUS. Deviam converter o mundo ao Criador, e nem Ismael nem Esaú queriam essas responsabilidade, e, como eram gananciosos dos bens do mundo, desprezavam até mesmo adorar o DEUS que requeria a tal missão).
Nos dias de hoje, dentro da igreja da Bíblia, é a mesma coisa. Quantos são os que querem ser salvos? Todos! E quantos são os que querem trabalhar para outro serem salvos? Uma minoria! E quantos querem ser transformados por CRISTO? Uma minoria dentro daquela minoria! Ou seja, qual o tamanho do Islam hoje? Em torno de 1,1 bilhão de pessoas no mundo, ou mais. Quantos são mesmo os que, na igreja verdadeira, da adoração bíblica, querem ser salvos e cumprir a missão? Esses são o trigo, ainda misturado com o joio, na verdade, um pingo de gente, mas que forma uma multidão se somados os que viveram em todas as épocas, e somados os que ainda sairão de babilônia.
É, Abraão, Isaque e suas famílias são protótipos, modelos, do que seria o povo de DEUS ao longo dos milhares de anos, até o final dos tempos. As lutas são pelo mesmo objetivo: aquém adoramos, a DEUS (da Nova Terra), ou ao mundo (ao nosso redor)?
5. Quarta-feira: Roubando a bênção
Essa história é cena de filme. Não sei como não fizeram ainda. Perceba similitudes e também contradições. Tente descobrir quem, importante, que poderia orientar as ações, ficou de fora.
ð Esaú vendeu a sua primogenitura por um prato de comida;
ð Curiosamente Isaque, o pai, tenta dar a bênção a Esaú, pelo mesmo motivo que essa bênção foi vendida: um prato de comida. Isso é intrigante. É óbvio que Isaque sabia da transação entre o seu filho preferido e o filho preferido de sua esposa. Pois, ao que parece, astutamente, Isaque pretende devolver a bênção assim vendida para o preferido dele.
ð Mas, ao que parece, de tocaia, Rebeca, ouve a conversa entre Isaque e Esaú, para que este caçasse algo para fazer um prato como ele apreciava, então receberia a bênção. Seja sincero nos seus pensamentos, é assim que se trata das coisas de DEUS? Não lhe parece que estava havendo um conluio, uma armação? Isaque não tinha mais esposa para que decidisse essa questão solene e importantíssima só? Não lhe parece que, furtivamente, Isaque tentava anular o negócio entre Jacó e Esaú, para dar a bênção a quem ele queria? Afinal, eles formavam ou não uma família? A rigor, no funcionamento, não formavam, pois havia dois partidos, o do Isaque com Esaú e o de Rebeca com Jacó, que se conflitavam. Um procurava enganar o outro.
ð Quem estava ficando de fora dessa questão? Aquele que concede a bênção, ou seja, Aquele que dá eficácia a ela, o Senhor DEUS. Chegava o momento de Isaque dar a bênção, que só poderia tornar-se realidade pelo poder de DEUS, e Este nem sequer foi consultado sobre esse assunto! Note que DEUS já se havia pronunciado sobre essa questão, a bênção deveria ir para Jacó. DEUS disse à Rebeca, em Gên. 25:22, que “o mais velho servirá o mais novo”. Agora pense no seguinte: se DEUS já se posicionou sobre a bênção a Jacó, mas se Isaque queria, mesmo assim, dar a Esaú, seu favorito, como é que iria consultar a DEUS? DEUS lhe mandaria mudar de idéia! E como é que iria tratar desse assunto com sua mulher, para quem DEUS revelou Sua vontade a esse respeito? Isaque teria que fazer as coisas de forma oculta, para que a sua vontade, não a de DEUS, fosse concretizada.
ð É aí que entra o simbolismo, por um prato de comida perdeste a bênção, por outro prato de comida a reconquistaste. Talvez fosse esse o raciocínio de Isaque.
ð Mas, eis que Rebeca, por um terceiro prato de comida, mantém a bênção a Jacó! Que acha? Uma enorme e complexa sucessão de tramas, enganos e mentiras, e, em torno de algo tão sagrado, do que dependia a ação do poder de DEUS e a formação de uma nação santa. Em lugar de DEUS, nesses momentos, você que lê esse comentário, não lhe parece nitidamente a ação de satanás, para estragar os planos de DEUS? Não lhe parece que, assim como no caso de Abraão satanás tentou arruinar o lar por meio das intrigas entre Hagar e Sara, também entre Ismael e Isaque, agora tenta criar uma situação em que, ou a bênção vai a um quem está sob controle de satanás (Esaú), ou, se isso não der certo, o outro que recebe a bênção venha a ser morto?
ð Estejamos certos, satanás estava agindo, e com tremenda astúcia, e todos os quatro membros da família de Isaque caíram na armação.
ð Não foi DEUS que orientou Rebeca a agir pelo destino correto da bênção, mas deixou que assim acontecesse.
ð Então, depois de tudo descoberto, Isaque teve momentos de lucidez espiritual, e confirmou a bênção de Abraão a Jacó (Gên. 28:3 e 4) e o próprio DEUS, quem faria essa bênção tornar-se realidade, a ratificou (Gên. 28:13 a 15).
O que podemos aprender desse drama impressionante? Não subestimemos a satanás, ele estava lá, e foi muito astuto. Agiu de forma que não fosse percebido. Para quem lê esse trecho da Bíblia um pouco apressadamente, nem nota a ação de satanás, mais lhe parece uma guerra de favoritismos entre marido e esposa. Mas não fica só nisso. O tempo todo lá estava satanás, para criar e fortalecer os favoritismos, para criar condições de conflitos, para afastar DEUS do lar.
Mas quem venceu no final? DEUS! Por quê? Porque Jacó, embora cheio de erros, foi humilde e se arrependeu. Aí que ele obteve força espiritual, e serviu de elo na sucessão dos patriarcas para, nele, nascerem os doze fundamentos da santa nação de DEUS, o povo de Israel, e hoje a igreja do tempo do fim.
Há ainda algo mais para aprendermos. Pensem em Jacó, o enganador e mentiroso, características de satanás. Pense agora Jacó na viagem de fuga de Esaú, na segunda noite, ao sonhar com a escada do Céu até ele. Podemos chegar a conclusão certa de que, por piores que tenhamos sido, se nos arrependermos, DEUS vem até nós.
6. Quinta-feira: Esposas e alianças
Vejamos agora a mão de DEUS nos acontecimentos impressionantes na casa de Isaque. Não nos esqueçamos, naqueles tempos era normal a poligamia, embora DEUS não aprovasse. Abraão casou-se com uma esposa, Sara, mas relacionou-se com Hagar. Depois que Sara morreu, Abraão casou-se com Quetura e parece que também teve concubinas, outro costume da época. O que mais abusou dos costumes não aprovados por DEUS foi o rei Salomão (mais tarde) que teve 700 esposas e 300 concubinas.
Esaú até que foi moderado, buscou duas mulheres. Porém, foi desleixado espiritualmente buscando-as dentre povos pagãos, dos Hititas, adoradoras de ídolos. Naqueles tempos os adoradores de ídolos exerciam forte influência sobre as outras pessoas, seus cultos eram pomposos e fascinantes pelos mistérios que envolviam. Eles atraiam as pessoas curiosas. Aí vem a pergunta: como poderia Esaú receber a bênção prometida a Abraão, do DEUS Criador, casando-se com adoradoras de outros deuses? E tornando-se o próprio Esaú adorador de outros deuses? E o pior, como é que Isaque pretendia dar essa bênção a alguém assim?
Mas note uma coisa curiosa. Na verdade, Isaque ao dar a bênção a Jacó em Gênesis ele não mencionou ser a bênção que ele mesmo havia recebido de seu pai Abraão. Ele tornou Jacó (pensando ser Esaú) poderoso sobre as nações, e destinou-lhe o poder sobre o seu irmão. Mas, curiosamente Isaque não mencionou ser essa a bênção de Abraão. Seria porque pensava se tratar aquele filho Esaú? Estava Isaque apreensivo a esse respeito? Parece que sim. Veja que, na segunda vez que abençoou Jacó, Isaque deixou claro ser esta a bênção que ele havia recebido de Abraão, dizendo:
ð Que DEUS lhe desse a bênção (e isto se cumpriu mesmo, em Gên. 28:13 a 15, quando DEUS pessoalmente abençoou Jacó);
ð O fizesse fecundo (e foi assim, Jacó teve 12 filhos);
ð Que viesse a ser uma multidão de povos (de Jacó saíram as 12 tribos de Isarael)
ð E te dê a bênção de Abraão a ti e a tua descendência (isto começou a se cumprir em Jacó);
ð Para que possuas a terra das tuas peregrinações concedida por DEUS a Abraão (os descendentes de Jacó tornaram-se uma grande nação no Egito, de lá saíram para possuir a terra prometida sob a guia de Moisés).
Junto com a bênção Isaque recomendou fortemente que Jacó não tomasse esposa entre os cananeus, mas sim, das moças de seus parentes de onde ele mesmo havia tomado a esposa Rebeca. Por quê esse cuidado? Agora Jacó estava mesmo com a bênção de Abraão. E ele deveria zelar por essa bênção. Para tanto, deveria unir-se com uma mulher (embora ele, desastradamente se uniu com quatro) adoradora do DEUS que tornaria a bênção realidade. Se Jacó se casasse como fez Esaú, DEUS certamente não poderia, com ele, realizar Seus planos.
Muito cuidado devemos ter hoje. Como é importante com quem os jovens se casam. Principalmente nesses dias em que os maus costumes e normas são cada vez mais rebaixados. É flagrante nesses dias finais pessoas darem mau testemunho do que seja um adorador do verdadeiro DEUS. Tudo terá o seu custo e as suas conseqüências. A recomendação de Isaque soa hoje como uma sabedoria impressionante, mas poucos são os que a consideram.
7. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
Isaque e Rebeca formaram um lar tradicional. Ali havia problemas e também temor de DEUS. Cometeram erros, por exemplo, o favoritismo em relação aos filhos. Resta uma pergunta: o que houve com Esaú, que só fazia escolhas erradas no campo espiritual? Será que Isaque, que o tinha como filho favorito, descuidou desse aspecto? É possível, pois o que o pai fez quando já era velho? Favoreceu seu filho mimado tentando dar-lhe a bênção que sabia ter DEUS destinado ao outro filho. - Mas como, seu Isaque, não viste que Esaú não poderia ser aceito por DEUS como um patriarca? Que povo ele formaria? Temente a DEUS? Na realidade ele formou um povo, e sempre foi inimigo do povo de DEUS. - Ô, seu Isaque, onde estavas com tua cabeça? - Que educação você deu ao seu filho favorito?
E Sara? Parece que ela com seu filho favorito, foi mais bem sucedida. Jacó era adorador do DEUS vivo. Ele estava bem melhor preparado para ser um patriarca. DEUS já sabia, e antes de nascer determinou que seria o sucessor de Abraão. - Mas, dona Rebeca, onde ficou a tua fé? - Por quê ficar espionando Isaque e Esaú quando estavam juntos? - Se DEUS já havia definido a questão da bênção, por que você foi dar uma de DEUS e realizar toda aquela vergonhosa e desastrada trama para enganar Isaque? Só deu problemas. Mas DEUS acertou tudo mais tarde. Ele teria cuidado de Seus interesses, se Sara não tivesse metido o bedelho.
O que podemos aprender nessa semana? Podemos aprender sobre a fé. DEUS vinha formando famílias de fé. Mas, como falhavam essas famílias, não acha meu amigo ou amiga? Mas aprendamos aqui uma coisa formidável: Já percebeu que, mesmo com todas as falhas, àqueles que confiavam em DEUS Ele depois tratava das correções? Assim foi com Abraão, foi com Isaque, foi com Jacó. Assim pode ser conosco. Se falharmos, mas se depois nos arrependermos, DEUS nos perdoa. Foi assim com Abraão, com Sara, com Isaque e com Raquel, com Jacó e sua família, e com todos os descendentes de Israel, que se arrependeram.
Mas, há um porém, existem conseqüências, não é assim? O erro de Abraão em gerar Ismael persiste até hoje, pois dos ismaelitas descendem os atuais palestinos, e sempre há violência com os israelitas. Esaú também formou uma nação de idólatras. E assim por diante. Erros podem ser perdoados, mas as conseqüências nos aconselham que busquemos poder de DEUS para que os evitemos. É muito melhor.
Declaração do professor Sikberto R. Marks
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.
http://www.cristovoltara.com.br/
El Profesor Sikberto Renaldo Marks, ha autorizado al Doctor Martínez a traducir y/o publicar sus comentarios semanales de la escuela sabática
|
Usted es el Visitante
|